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terça-feira, 27 de julho de 2010

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Quem ouvisse Louçã comentar os resultados dos testes de ‘stress’ à banca portuguesa concluiria, facilmente, que a arrogância palavrosa da intelectualidade da chamada esquerda radical encontrou, no ambiente de indignação popular contra a miséria e a corrupção, o mais potente dos estímulos que as almas pouco ou nada sinceras necessitam para livrar-se do último vestígio de compostura: um pretexto moralizante. Quando a leviandade, a tolice, a arrogância pretensiosa são convidadas a subir ao palanque para discursar em nome da "ética", não há mais limites para os progressos da inconsciência: a moralidade é o último refúgio dos imbecis. Quanto a mim não tenho duvida: estamos perante o mais vetusto imbecil português, quiçá, de todos os tempos!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

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O "Admirável Mundo Novo" está para as modas intelectuais da década de 30 do Séc. XX, como "A Ilha" está para utopias psicoterapêuticas e orientalistas dos anos 50-60, corporizadas mo movimento cultural "New Age". Aldous Huxley antecipou duas vezes... o Francisco Louçã!

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Reler o “Admirável Mundo Novo” do Huxley e finalmente intuir: isto não é uma utopia, uma especulação sobre um futuro possível; trata-se, outrossim, duma percepção antes de tempo do nexo entre uma pluralidade de modas e escolas de pensamento que floresciam na época em que o romance foi escrito, e que constituem a matriz, não somente do mundo possível no século VII d.f. (Depois de Ford), mas do mundo em que vivemos hoje. Huxley, com efeito, percebeu não só a unidade subjacente às idéias dominantes do seu tempo, como antes de tempo desvendou o nosso modo de existir actual que contempla pessoas como o Francisco Louçã: não é o Louçã um cocktail determinado por concepções de Lenin e Ford, Margareth Mead e H. G. Wells, Malinowski e Pavlov?