Uma das características marcantes do meu dia-a-dia é que nunca sei nada sobre nada em tempo útil mas ando há dez anos a melhorar. Bom. Isto a propósito duma ida recente à Cinemateca para especificamente rever o extraordinário e plangente “Citizen Kane”, cuja passagem naquele gostoso tugúrio soube quase em "lamine" duas horas antes do acontecimento. Well, as hipóteses de q tudo se passaria como previsto, isto é, chegar, comprar bilhete e entrar na sala sentando-me simplesmente para o ato de apreciar estão ao nível do Fidel Castro, mesmo doente, desembarcar em Miami e conquistar o poder em Washington 100 dias depois. Então estou no ato de estacionar o corpo para possuir a fita quando afinal me apercebo que a "fita" era o "isco" para ouvir um "painel". E. Que. Painel! Painel sem pés nem cabeça nem baço nem apêndice nem complexo de golgi, um painel bicéfalo de suas mercês sra. Maria João Seixas e o sr. professor doutor Campos e Cunha que foram ali falar da “crise” associada ao tema nevrálgico da “ganância” no “Citizen Kane”. É obra! Chocou-me "indeed" ao impetrar a sala o aspeto do palestrante economista, sobretudo ele. Não a sua voz, que faz vibrar a carpete sob meus pés com sílabas de um poema gasto; não a sua postura, não muito ereta, os seus ombros jogados em arranques para trás; nem mesmo a sua barba de quem lê poesia chilena. Não, não – dir-lhes-ei o que me chocou a respeito do professor doutor Campos e Cunha, mas antes um copo-d’água, sff.
Requisição Civil
Por Paulo Nobre
sábado, 28 de janeiro de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
sexta-feira, 30 de julho de 2010
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Para mim a monarquia está associada a filmes com reis mais ou menos tarados a comerem coxas de frango e a beberem por grandes taças com o liquido roxo a correr pelos cantos dos beiços e pelo queixo.
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Os grandes “maitres à penser” do criacionismo Leonardo Coimbra e A. Quadros foram grandes influências intelectuais da minha vida – com o A. Rubem, o embaixador Homem de Melo e até o Agostinho da Silva a chegarem bem perto disso. Aquela tipa que apresenta telejornais na sic-not, Ana não sei das quantas, também é mais inteligente do que parece. Acho que todos têm alguma coisa para nos ensinar nesta vida, menos os Vascos (Graça Moura e o Pulido Valente) e o inefável Mário Crespo.
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quarta-feira, 28 de julho de 2010
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"Ah, os nossos libertários! Bem os conheço, bem os conheço. Querem a própria liberdade! A dos outros, não. Que se dane a liberdade alheia. Berram contra todos os regimes de força, mas cada qual tem no bolso a sua ditadura."
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Sempre que me dizem que fulano falou mal de mim a beltrano, pergunto sempre: - “ok meu velho, mas o quê concretamente? E depois de saber que foi um ou outro pormenor defeituoso do meu carácter, não só concordo, mas, ainda, como o filósofo da antiguidade (ah!, tu sabes qual), aproveito para exasperar de tanta felicidade; ora, afinal, tenho tantos mil pormenores defeituosos no meu carácter. Que diabo!, o que é isso de um ou outro pormenor?!
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Um princípio subjacente ao liberal comum, ao imbecil que anda por aí a clamar que é liberal e tal, é que ele tende a concordar, sempre, que o estado deve gastar cada vez menos; sendo igualmente verdadeiro, que, tende a discordar sempre que “o cada vez menos” é algo específico dele mesmo. Já para não falar dos que afirmam ser libertários de gema, para depois virem defender, como defenderam, que o estado “escute” ilegalmente comunicações telefónicas; fazendo supor ali, uma mentalidade tão perigosa quanto a dos que proibiriam, se pudessem, a realização de reuniões públicas de apoio a causas distintas das suas.
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Que raio querias tu dizer com o comentário anterior, jovem Paulo? – “Ah! Então não se vê logo? Pensa comigo. Os economistas, no público ou no privado, são ou não agentes económicos e também políticos? O privado, designadamente a banca, está ou não dependente do público, do estado? Os jovens turcos e os menos jovens (nem por isso mais independentes) economistas relatores, estão ou não cerceados por uma versão da ciência económica que os fazem sempre maximizar os seus benefícios e pequenos poderes como agentes económicos e políticos? Ora, aí o tens!”.
terça-feira, 27 de julho de 2010
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Sinal dos tempos ou talvez não; alarmante decadência espiritual ou apenas sinal da decadência do ensino, é o facto por demais evidente de abundarem entre os mais influentes de hoje, os licenciados em economia ou ainda vagamente doutorados nessa área. Tão bem relacionados com a classe empresarial e política, tão bem vindos às várias sinecuras e centros de decisão, que ficamos com a impressão de que a única possibilidade de acção, no mundo contemporâneo, esteja no seio deles. Agora, quem são os principais culpados desta crise, quem são?
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Os socialistas e os conservadores são essencialmente seres utópicos: para os primeiros não há mais nobre utopia do que a história "de um outro mundo possível"; para os segundos não há mais nobre utopia do que aceitar a realidade como ela é. Algures no meio, ou acima, estão os liberais.
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Ah, a blogosfera politica! A nova intelligentzia nacional de ambos os sexos e quadrantes; não se limitando a ser a mera soma de um certo número de imbecis individuais, é, ao contrário, uma colectividade etérea de pessoas de inteligência normal (ou mesmo superior) que se reúnem movidas pelo desejo comum de se imbecilizarem umas às outras.
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Quero dizer uma coisinha. Chega cá o ouvido. Chega mais. Isso!, agora houve bem: - estou-me pouco lixando para o progresso social e político da humanidade!, ok, meu velho?!
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segunda-feira, 26 de julho de 2010
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Viver neste país é um acto de bravura. Todo o santo dia os portugueses são mergulhados numa indigna simulação. Engano. Intenções frustres de realidade. Ok, é certo que nos últimos trinta anos temos vivido de acordo com um modelo que não é o meu modelo e que nem sequer é já cópia fiel do modelo que o inspirou; qual manta de retalhos, necessita de ser repensado se queremos chegar ao patamar mais elementar de outras sociedades do primeiro mundo. Agora, será pedir muito aos actuais agentes do processo histórico, um mínimo indispensável de consistência, de realidade e de substancialidade? Será? Quando oiço propostas de liberalização deste ou daquele sector, é evidente que primeiro exulto, mas, depois verifico que é conversa, tudo simulação e, por isso, os únicos enfoques possíveis para estudar essas propostas são: o da psicopatologia social e o da criminologia: o primeiro porque as conexões entre os pensamentos e a realidade, entre a vida interior e exterior dos personagens, são puramente convencionais e imaginárias; o segundo, porque não há um só acto ou decisão que os proponentes possam levar adiante sem que concorra o apoio dos que se lhes opõem. E andamos, todos, numa espécie de violação das inteligências, para não dizer dos princípios elementares da moralidade. No fundo, a simples existência de um país com representantes destes, e de povo que aceita este tipo de representantes, estando na disposição de lhes dar palco, já é em si uma imoralidade, talvez um crime.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
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She's by far the most beautiful woman ever. Fuck Yeah!!!
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